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Sereno

Cardápio

Pra beber devagar.

Todos os métodos saem com o grão da semana, torrado aqui nos fundos. A cozinha acompanha o ritmo: pouca coisa, bem feita.

toque em cada item pra conhecer o preparo

Métodos

Todos os métodos saem com o grão da semana. Pergunte qual está no moinho.

  • Puxado entre 25 e 30 segundos, na pressão certa pra extrair doçura sem amargor. Moagem, dose e tempo são recalibrados na hora pro grão da semana. Se a extração não sai redonda, a dose vai fora e a gente começa de novo — sem dó.

  • Água a 92°C despejada em círculos lentos, em quatro tempos. A primeira só molha o pó — a florada, que libera o gás da torra fresca; as seguintes extraem no tempo exato. Sai limpo, aromático e servido na jarra, feito pra durar a conversa.

  • Imersão total: o pó descansa quatro minutos na água quente antes de prensar devagar. Mantém todos os óleos do grão na xícara — corpo encorpado, textura redonda. O método mais honesto que existe: nada se esconde.

  • Fazemos pela receita invertida: o café infunde primeiro, longe da gravidade, e só depois a gente vira e pressiona com calma. O resultado é intenso e sem borra nenhuma — o método que mais respeita as notas delicadas dos lotes mais claros.

  • Dezoito horas de extração a frio, sem pressa e sem calor — o que deixa o café doce, macio e de baixíssima acidez. Servimos com gelo feito do próprio cold brew, pra não diluir: o último gole é tão intenso quanto o primeiro.

Com leite

  • Dose dupla de espresso sob uma microespuma fina e brilhante — menos espuma que o cappuccino, mais café. Pra quem quer sentir o grão por trás do leite, não o contrário.

  • Metade espresso, metade leite vaporizado — a proporção exata pra arredondar a intensidade sem apagar o café. Servido pequeno e quente, no ponto de tomar em poucos goles.

  • Espresso, leite vaporizado e uma camada generosa de espuma aveludada, na proporção clássica. Sem canela por padrão — respeitamos o aroma do café. Mas se você pedir, a gente polvilha.

  • Suave e sedoso, com bastante leite texturizado e um desenho na superfície. A latte art não é enfeite: é a prova de que o leite foi vaporizado no ponto certo, cremoso e sem bolhas.

Autorais

Receitas da casa, criadas na bancada de torra.

  • A bebida que leva o nome da casa. Espresso encorpado sobre tônica gelada, com uma casca de laranja torcida na hora pra soltar o óleo cítrico. O amargo do café encontra o borbulhante e o cítrico — refrescante, complexo e criado na nossa própria bancada de torra.

  • Uma homenagem ao Cerrado, nosso grão de todo dia. Latte adoçado com rapadura derretida e um toque de baunilha — doce na medida, com o aconchego de uma manhã de fazenda mineira.

Comidas

  • Massa de fermentação natural, levedada por mais de 24 horas — casca crocante, miolo alveolado. Fatia grossa servida com manteiga de garrafa. Assado todo dia em pouca quantidade: quando acaba, acabou.

  • Receita da avó de um da casa, no ponto exato entre bolo e pudim. Fubá fino, casca dourada, centro cremoso. Foi feito pra acompanhar o coado — e acompanha.

  • Cacau 70% de verdade, casquinha crocante e centro macio que ainda escorre quando está morno. Pequenas fornadas ao longo do dia, sem conservante — peça quentinho.

  • Ovos moles sobre brioche tostado na manteiga, com um fio de ervas frescas. Nosso prato de brunch — pedido sem pressa, de preferência num fim de semana de sol entrando pela janela.

  • Granola assada aqui, com mel de um produtor da região, servida sobre iogurte natural e frutas da estação. Crocante, sem açúcar refinado — o café da manhã que a gente queria comer todo dia.

Servimos até 30 minutos antes de fechar. Os grãos da semana também vão pra casa — moídos na hora, se você preferir.